A cultura da comparação e o esgotamento mental.
- Plástica e Forma

- há 4 dias
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Atualizado: há 9 horas

Vivemos em um tempo em que a comparação se tornou silenciosa e constante. Ela não chega de forma explícita, mas se instala aos poucos, entre uma imagem e outra, entre histórias que parecem sempre mais bonitas, mais bem-sucedidas, mais completas.
As redes sociais ampliaram o acesso à vida do outro, mas também ampliaram um sentimento cada vez mais comum: o de insuficiência. A impressão de que todos estão avançando, realizando, vivendo melhor, enquanto a própria vida parece estar atrasada.
Esse tipo de comparação não motiva. Ela cansa, e quando se repete todos os dias, desgasta a mente de forma profunda.
A comparação constante faz a mente entrar em um estado de alerta silencioso. Ela passa a medir, avaliar, se questionar o tempo todo: “Por que não estou lá?”, “Por que comigo é diferente?”, “O que está faltando em mim?”
Com o tempo, isso afeta diretamente a autoestima, a clareza mental e a relação que a pessoa tem consigo mesma. A mente perde espaço para o excesso de cobranças, e aquilo que antes era inspiração se transforma em pressão.
Cada pessoa tem uma história, um ritmo, um momento e uma realidade que não aparecem por completo em nenhuma tela. Quando a atenção está constantemente voltada para o que o outro está fazendo, sobra pouco espaço para perceber o que realmente faz sentido para si. A mente fica confusa, sobrecarregada e desconectada das próprias necessidades.
Não é raro que esse processo leve ao esgotamento mental: a sensação de nunca estar fazendo o suficiente, de nunca ser o bastante, de estar sempre correndo atrás de algo que não se define com clareza.
Não existe um ritmo certo para viver, existe o seu ritmo. Voltar para si é lembrar que cada pessoa é valiosa exatamente como é, no tempo em que está. É escolher caminhos que elevam, em vez de caminhos que pressionam. É compreender que o que funciona para um pode não fazer sentido para outro e tudo bem.
Sempre que perceber que a comparação começou a gerar desconforto, vale se perguntar:
Isso me inspira ou me pressiona?
Isso faz sentido para a minha realidade agora?
Isso respeita o meu momento?
Escolher o próprio ritmo é um ato de maturidade emocional. É permitir que a vida seja mais leve, mais funcional e mais alinhada com o que realmente importa para você.
O que você poderia fazer hoje para honrar mais o seu tempo, o seu ritmo e o seu valor sem se comparar com ninguém?
Karen Zimmermann - @eusoukarenzimmrmann











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