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  • Foto do escritorPlástica e Forma

Quem sou eu afinal?


Sou meu nome? meu sobrenome? Meus bens? Minha profissão?

Se eu tirar tudo isso o que me resta?

Você acredita ser seus pensamentos? Sua ideologia?


Aqui talvez você possa ter ficado um pouco confuso, normal, realmente isso dá um nó na cabeça.


A princípio, é melhor você começar a se descobrir pelo que você não é.

O seu nome é algo tão íntimo seu, algo com o que você tem uma profunda identificação, afinal é por ele que você é conhecido, mas será mesmo que todo seu ser, pode se resumir apenas em algumas letras?


Algo que lhe foi dado, não foi nem você que escolheu. Você acredita que você é o “João”, mas se por um acaso você perdesse a memória, e não se lembrasse mais do seu nome e sobrenome, VOCÊ continuaria ali. As pessoas se lembrariam do seu nome, mas você não se reconheceria mais como “João”. E aí? Sera mesmo que você é só um conjunto de letras que forma um nome?


Ou talvez você possa se reconhecer mais com seu sobrenome. A história da sua família, talvez seja sua identidade. Todo o legado da sua família, as riquezas ou desgraças, você associa com seu verdadeiro eu? Você acredita de verdade que você é seu sobrenome, que ele faz parte do teu ser? Suponhamos que você venha de uma família com muitas posses e riquezas, tem um grande peso seu sobrenome na sua vida, sua família tem prestígio, são reconhecidos na cidade.


Ao passar dos anos, sua família é acusada de algo que mancha esse legado e todo o prestígio que tinham se torna desprezo perante a sociedade. Você acha que precisa carregar esse fardo com você, que ao não se identificar com isso, talvez inconscientemente você esteja renegando sua família, acredita que precisa carregar essa “maldição“e assim estará honrando sua familia. Você se sente mais você ao fazer isso? Acha que sua identidade se fortalece ao carregar esse peso? Talvez você opte por não usar mais esse sobrenome porque não quer nenhuma associação com as malfeitorias de sua família. Você deixa de ser você ao fazer isso?


Às vezes você prefere acreditar ser as posses de sua família, que é superior aos demais porque vem de uma família rica. Você coloca todo seu ser em bens materiais. Você é o que possui? Você é sua empresa? Seu carro? Sua casa? Suas joias? Suas roupas? Não, você não é! Pode ter dado duro ou não para conquistar as coisas, mas elas não definem quem você é!

Se até aqui você não se identificou, então é por que você provavelmente é uma pessoa muito culta, estudada, com diploma acadêmico que tem uma posição social de grande importância talvez um médico, advogado, engenheiro, físico, cientista, político… será sua profissão sua identidade? Será isso o que você é? Você se identifica tanto com sua profissão que acredita ser ela? Quando você se aposentar o que você será? Irá perder sua identidade? Você criou uma identificação tão profunda com

seu papel profissional que se perdeu nele, e não consegue distinguir que ele é apenas uma função social, não é o que você verdadeiramente é, e sim o que você faz. Seu diploma, sua profissão não irão te fazer ser mais você. Você já é antes e será depois.


Talvez seus pensamentos sejam você e sua máxima seja penso logo existo do grande filósofo René Descartes. Mas será mesmo? Então quem entra em estado profundo de meditação e consegue silenciar sua mente e pensamentos, não existe? Para onde vai essa pessoa? Se os pensamentos delas desaparecem por alguns instantes, e quando você dorme para onde vão seus pensamentos? Para onde você vai?


Bom se você não é nada disso, pode ser que ainda sobre algo vivo em você o suficiente para afirmar, eu sou o que acredito, sou minha ideologia, minha filosofia de vida. Mas será mesmo que essa ideia de vida é sua? Qual o significado de ideologia? Um molde social que as pessoas aceitam sem questionar. Antes de adotar uma ideologia para sua vida tenha ciência e aprofundamento no que você irá defender. Tenha a expertise busque os prós e os contras, tire suas próprias conclusões, não deixe ser manipulado. Não tenha convicções rasas.


Em toda sua vida quantas vezes você já mudou de opinião? Quantas coisas que eram de extrema importância, perderam o valor com o passar dos anos? Você ainda é o mesmo de 10 ou 20 anos atrás? Acredita nas mesmas coisas? gosta das mesmas coisas?

Você muda, é natural essa mudança, não tem por que você ficar aprisionado em uma única forma de viver ou de pensar. E isso não modifica o seu ser, apenas a

forma como enxerga a vida, as situações, a política, a sociedade, a religião. Você não deixa de ser você porque já não se identifica mais com uma ideologia.

Acho que até aqui já deu para você perceber algumas coisas, se questionar é importante! Procure essas respostas dentro de você. Medite nessas questões, se dissolva nelas. Se conecte com sua essência.


Me conta aqui nos comentários se você já se questionou a respeito desse assunto.


Paz, amor e luz.


Camila Zanetti

Instagram - @czcamilazanetti


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