• Revista Plástica e Forma

Como o estresse pode afetar a pele.


O estresse é algo que todo ser humano tem a partir do momento que acorda e precisa enfrentar os desafios ao longo do dia. Existe um tipo de estresse que é fisiológico: o estresse agudo, em que substâncias são liberadas para a sobrevivência, por exemplo, “se você acende um fogo você não vai pôr a mão no fogo porque senão você vai se queimar e vai produzir um estresse agudo”, explica a dermatologista. O problema é o estresse crônico, onde é produzido uma reação no organismo que libera citocinas inflamatórias, provocando uma micro inflamação crônica e silenciosa.

A médica ressalta ainda que estresse também produz substâncias, entre elas o cortisol e adrenalina, e, quando em excesso, vão agir no intestino matando os lactobacilos vivos - esses servem como um espécie de filtro. “Esse filtro vai absorver vitaminas e eliminar toxinas, quando danificado duas coisas graves podem acontecer: por mais que eu me alimente bem eu não vou absorver vitaminas e o intestino não reconhece as toxinas que deveriam ir embora e absorve”. Essas toxinas podem impregnar no organismo acarretando no futuro uma série de patologias e desequilíbrios.

Por isso, além do sofrimento mental, os resultados da tensão podem aparecer na pele. As doenças clássicas mais relacionadas a fatores psicossomáticos são: dermatite atópica, psoríase, vitiligo, acne, desidrose e até mesmo enfraquecimento e queda de cabelo.

De acordo com uma pesquisa publicada na revista científica Inflamm Allergy Drug Targets, os prejuízos à pele também vêm da liberação constante do hormônio cortisol, produzido em situações de estresse. Ele pode causar atrofia cutânea (diminuição no processo de renovação celular) e a redução do número de fibroblastos (célula responsável pela captação do colágeno e da elastina - substâncias que dão elasticidade e firmeza aos tecidos). A falta dessas duas proteínas pode abalar a saúde da pele por completo.

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Outros “pequenos” e mais comuns problemas de pele causado pelo estresse.


É comum ouvir frases do tipo “nossa parece que quando eu vou ter uma prova, quando me sinto estressada ou sob pressão, a acne piora” de quem já convive com problemas de pele. Pois, de fato, esses quadros pioram na presença de estresse. Processos de alergia, urticária, eczemas, e dermatite atópica são os principais. “A pandemia teve um reflexo grande nas famílias, divórcios, violência doméstica, e isso afetou muitas crianças, exacerbando os quadros de alergia e dermatite atópica”, comenta a dermatologista.


Devido a todas essas alterações no organismo, a imunidade também é atingida. Com isso, algumas doenças de pele, como o herpes, foram mais frequentes. “A gente teve durante a pandemia casos que eu nunca tinha visto, casos tão extensos de herpes zóster como eu vi agora”, relata a Dra. Regina Vaz. A chamada herpes zóster, também conhecida popularmente como cobreiro, mais grave do que a herpes comum, atinge a pele e o nervo provocando fortes dores.

Dra. Regina Vaz Castro - CRM 78010 D

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